Panóptico

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

AO INVÉS DE MATAR SEUS DEUSES, ELES MATAM SUAS MULHERES


É um absurdo, matar uma mulher só por que seguiu seu coração. Em meu espírito ateísta, a condenação à morte desta mulher iraniana, Sakineh Mohammadi Ashtiani, soa como o fundos dos tempos em que o homem é um bicho assustador, principalmente por conduzir sua crença ao monstruoso, inculcando uma idéia fixa que ele colocou na cabeça, e está na mente coletiva de uma sociedade cega, seja ela qual for, que não entende o destino humano na terra. Essa mulher, consciente ou inconscientemente, seguiu seu desejo mais forte, sua vontade mais forte, simplesmente quis ter uma nova experiência, como que para se libertar das amarras de sua sociedade fanática. Além disso, os deuses são demasiados humanos. Então, lembremos que foi o homem que fez deus à sua imagem e semelhança, tanto é que um deus cruel é reflexo de um homem e de uma sociedade cruel. Abaixo a moral tirânica que tenta impor um valor ou verdade absoluta! Eu voto a favor da liberdade individual! Grito a favor da liberdade individual de Sakineh Mohammadi Ashtiani. Viva la vida, viva lo hombre! Viva la mujer! Afinal de contas, os deuses e os diabos não existem! O que existe, como diz Riobaldo, é "homem humano. Travessia"!

2 comentários:

O autor dos rebentos disse...

Feuerbach se remoeu no seu túmulo com tamanha alienação religiosa, ao ver o Deus criado pelo humano, antropomórfico, matar mulheres. Bem mandado. Abraço.

Nina Sampaio disse...

A violência tem sido um dos caminhos mais usados para se conter sociedades complexas, como escreveu Edgar Morin.Porém, esquecem-se que há outros meios de solucionar problemas, como por exemplo a solidariedade (não no sentido religoso de religião revelada). Mas, a violência explícita e simbólica contra as mulheres é um caso sério. Precisa ser repensado com urgência há tempos. Bom saber/ouvir a tua voz contrária a esse fato, viu?